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Argumento: |
A clínica psicanalítica sempre sustentou, desde o seu início, uma direção do tratamento. Por conseguinte, ela pode e deve contribuir, a partir dos seus efeitos, numa necessária ter locução com outras clínicas e, portanto, com outros campos do saber. Nessa interlocução, faz-se necessária a busca da efetividade desta clínica no atendimento aos bebês, crianças e adolescentes também no hospital geral. A escuta psicanalítica do paciente, embora faça parte da necessária humanização do ambiente institucional, não deixa de ter efeitos que poderiam ser descritos pela tão famosa frase de Sigmund Freud ao visitar os Estados Unidos: eles não sabem que eu lhes trago a peste. Nos conflitos da escolha forçada, o sujeito do inconsciente encontra saídas inéditas se puder endereçar a sua fala a alguém que o escuta. As relações familiares são as primeiras que a criança estabelece com o mundo que a cerca e apontada como uma das relações mais intensas e duradouras. Dentre essas, tem-se a relação entre irmãos que tem um dinamismo particular que, muitas vezes, é revelado durante a internação de um irmão. Assim, essa relação se torna objeto de nossa atenção, assim como a transgeracionalidade se apresenta nas relações familiares. O que vem respaldar a importância da discussão sobre a "função dos semelhantes" tanto na constituição do sujeito quanto na formação do laço social. Considerando as especicidades da clínica psicanalítica com bebês, sabe-se que a psicanálise propõe a escuta das primeiras manifestações subjetivas que criam a singularidade daquele particular sujeito. No que se refere à clínica com a criança e o adolescente, o desao é sustentar uma fala diante do adulto. A função do analista pode sustentar a diferença entre os discursos sociais que falam sobre a criança e o adolescente, mas podem não escutar o que eles têm a dizer. Assim, o contato com a família e a manutenção dos laços sociais da criança e do adolescente, durante a internação no hospital, fazem parte do trabalho do psicanalista no contexto hospitalar. No hospital, os extremos do nascimento e da morte estão presentes, e o sofrimento e a dor de existir fazem parte do trabalho de todos aqueles implicados nos tratamentos, que constituem a equipe multiprossional. Nas relações saúde e doença, humanização e desumanização, biotecnologia e bioética, cura e cuidados paliativos, e nos conitos daí decorrentes, está implicado o inconsciente e, por conseguinte, a psicanálise. Pretendemos, no espaço de transmissão do Seminário, possibilitar o trabalho com a questão do sujeito, de forma a viabilizar uma direção para o tratamento e que o seu efeito possa estar além da resposta única que a ciência oferece, podendo levar em conta o acolhimento, além dos tratamentos na instituição hospitalar. Ao trabalharmos com a noção de sujeito e com a clínica com o bebê, a criança e o adolescente, esperamos construir um espaço que permita ao psicanalista operar também neste setting outro que o consultório. |
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Programa: |
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Coordenação: |
Marisa Decat de Moura Simone Borges de Carvalho Maria de Lourdes G. de Almeida Barros Marcelo Matta de Castro Professora convidada Sandra Seara Kruel |
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Encontros: |
Às segundas-feiras |
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Horário: |
de 18h às 19h30 |
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Início: |
03 de outubro de 2011 |
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Local: |
Auditório II - Hospital Mater Dei |
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Investimento: |
R$ 200,00 mensais |
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INFORMAÇÕES E INSCRIÇÕES: Clínica de Psicologia e Psicanálise |